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Caderno Especial 91ª Expofeira Pelotas 2017/10

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Bem-querer dos Adondes

2017-09-29 A importância de um teatro

Cá estava eu, transitando pelas letras fosforescentes da pena maiúscula do jornalista e primeiro biógrafo de João Simões Lopes Neto, o inesquecível Carlos Reverbel, através do compêndio “Textos Escolhidos”. E o mesmo, dentro de sua principal obra “Um Capitão da Guarda Nacional”, onde ele, aos poucos, monta um quebra-cabeça, ou seja, a biografia do eminente escritor pelotense, autor dentre outros, das Lendas do Sul. 

Em seu trabalho mais biográfico do que jornalístico, Reverbel vai aos poucos, nos contando, muitos detalhes de como era este eminente vulto que transitava entre as redações dos principais jornais de Pelotas, no fim do século XIX e início do século XX. Um homem culto, de grande espírito empreendedor, mas infrutífero em seus projetos de negócios, Simões, foi genial no campo da palavra, nisto, era brilhante, e hoje, chega até nós, muitos elogios sobre seus escritos entre lendas e causos, mas como disse anteriormente, eu estava “singrando” pela narração fascinante de Reverbel, quando o mesmo começa a elencar o talento, e a singularidade das peças de teatro que Simões escreveu. 

A exemplo de os “Bacharéis” com estreia na longínqua data de 23 de junho de 1894, e desta data até 31 de julho de 1894, esta peça subiu oito vezes no palco do Centenário (hoje) Teatro Sete de Abril, fato muito incomum para aquele período. Logo após esta peça, outra que teve grande destaque na sociedade da época foi “Mixórdia” com estreia na data de 23 de maio de 1896, ambas assinada pelo pseudônimo de Serafim Bemol, e ambas em parceria com Mouta Rara e o maestro Cubano Manoel Acosta Y Oliveira, que compôs uma série de trilhas para peças de teatro. 

Convém a nós informar que estas apresentações de teatro vêm ao público, num período muito delicado, para não dizer sangrento, no continente de São Pedro do Rio Grande do Sul, pois a Revolução Federalista fazia seus “algozes” e “heróis”. Sempre que se falar em João Simões Lopes Neto, temos que ter em mente, dois vultos importantes sem os quais, a nossa leitura hoje sobre a obra de Simões Lopes Neto, seria com certeza manca, daltônica, e quiçá equivocada. São eles o canguçuense Ângelo Pires Moreira e este já citado natural de Quarai, Carlos Reverbel.  Então esta leitura propôs uma reflexão ao meu mísero intelecto, e eis que vejo na estante “me olhando de soslaio” o livro “João Gancho” do também canguçuense Clovis Rocha Moreira, e ainda ecoando aos meus ouvidos os timbres e acordes, do XVII Festival Canguçu da Canção Popular (Fecanpop), realizado no primeiro final de semana de agosto, no Cine Teatro Municipal 27 de Junho Prof. Antônio Joaquim Bento, no município de Canguçu. 

Reflito sobre a importância de se ter um espaço para a manifestação artística oriunda dos desejos e necessidades dos seres humanos. Um palco, não é apenas um tablado de madeira, mas sim, um templo, o santo altar, onde será desenvolvida uma série de meios, onde será explorado as mais diversas emoções do indivíduo, frente aos desafios que a vida cotidiana lhe impõe. O teatro é como se fosse um grande espelho, onde nós, os mortais, assistimos ao espetáculo trágico-cômico de nossas próprias vidas... Quando sabemos que uma cidade possui um teatro, já de antemão, formalizamos o conceito, que a mesma, possui em seu núcleo social, determinadas atividades empreendidas, que proporcionam lazer e bem estar, valorizando assim seu patrimônio intelecto cultural inerente aos indivíduos que habitam este reduto urbano. 

Como tão bem asseverou José Martí – (Havana, 28 de janeiro de 1853 — Dos Ríos, 19 de maio de 1895 - político, pensador, jornalista, filósofo, poeta e maçom cubano) “Nenhum povo é dono do seu destino, se antes não é dono de sua cultura”. E isso equivale a cada povoado, cidade ou grande centro Urbano existente, onde se reúnem varias pessoas, ambas de pensamentos diferentes, nesta miscigenação de idéias, neste caldeamento de conceitos, vão se formando uma matriz cultural, que merece ser preservada, desenvolvida e levada a sério pelos seus posteriores. E o teatro, nada mais é que a casa mater, para estas manifestações, livres de objeções preconceituosas, dando oportunidade a todos aqueles que forem lá bater à suas portas, para expressarem através da arte, suas angústias, seus medos, suas alegrias, ou meras apresentações de cunho abstrativo e sem maiores pretensões de reflexão para o indivíduo.

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