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Ano XII - Número 638 dezembro - 2018

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Tradicionalismo Gaúcho

2018-11-30 Criação da Chama Crioula

Segunda fase

Olá, amigos! Retornamos com mais uma coluna sobre o início do nosso Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), agora com a fase atual de criação da Chama Crioula e da era dos Centros de Tradições Gaúchas (CTGs).

Em 1937, Getúlio Vargas promove uma afronta às diferenças culturais do país. Estabelece a Constituição (conhecida como Polaca, em 10 de novembro de 1937), com o objetivo de unificar  a nação ele implanta a Ditadura do Estado Novo. O gaúcho, de São Borja, institui que a bandeira, hino, escudo e armas passam a ser os únicos no Brasil. Com a cerimônia da queima das bandeiras em praça pública, ao som do hino nacional, quando são hasteadas, simbolicamente, 21 peças da bandeira nacional em lugar das estaduais, fica clara a perda do poder regional e estadual. A partir daí mudanças profundas movem com o imaginário popular e a cultura passa a ser algo estabelecido pelo Estado Central. 

Com a queda da Ditadura Vargas, em 1945, o cotidiano regional começa a ser repensado. A imprensa começa a atuar livremente e os intelectuais retomam a divulgar o Brasil como uma nação de vários segmentos culturais.

O tradicionalismo organiza-se definitivamente a partir de 1947, quase como uma birra. Em agosto de 1947, em Porto Alegre, eclodiu forte uma proposta de esperança de liberdade e o amor a terra tinha vez e lugar. Jovens estudantes, oriundos do meio rural, de todas as ciasses sociais, liderados por Paixão Côrtes, criam um Departamento de Tradições Gaúchas (DTG) no Colégio Júlio de Castilhos, com a finalidade de preservar as tradições gaúchas, mas também de desenvolver e proporcionar uma revitalização da cultura rio-grandense, interligando-se e valorizando no contexto da cultura brasileira.

Em uma tarde, João Carlos D’Ávila Paixão Côrtes, recém chegado de Santana do Livramento, sai para tomar um cafezinho e avista uma bandeira do Rio Grande do Sul, servindo de cortina para tapar o vidro de uma janela do bar, entre cachaça e cigarro; o comerciante não sabia do que se tratava aquele pano. Foi a gota d’água. Junto aos sete amigos, Paixão cria um grupo - 

hoje conhecido como “Grupo dos oito ou Piquete da Tradição” - o grupo acompanha à cavalo o translado dos restos mortais do general farroupilha David Canabarro para Porto Alegre.

Entusiasmados com a ideia daquele desfile, procuraram a Liga de Defesa Nacional e contataram o major Darcy Vignolli, responsável pela organização das festividades da Semana da Pátria, expressando o desejo do grupo de, ao final do desfile do dia 7 de setembro, retirarem uma centelha do “Fogo Simbólico da Pátria” para transforná-la em Chama Crioula, como um símbolo da união indissolúvel do Rio Grande à Pátria Mãe, e do desejo de que a mesma aqueça o coração de todos os gaúchos até o dia 20 de setembro, data magna farroupilha. Após o desfile da pátria, Paixão retira, em um cabo de vassoura com um pano embebido em querosene, uma centelha e cria a Chama Crioula, que é levada ao DTG do Julinho onde é feita uma Ronda Crioula até o dia 20 de setembro, onde acontece o primeiro Desfile Farroupilha, fato este que até hoje, passados 71 anos, os gaúchos preservam e consideram uma das suas mais caras tradições. 

Continuem acompanhando a nossa coluna sobre o tradicionalismo gaúcho, pois ainda temos muito para contar. Até a próxima, tchê!

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Paulo Souza

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