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Tradicionalismo Gacho

2019-01-24 O Movimento Tradicionalista Gacho e a escola

O tradicionalismo gaúcho é hoje considerado por seus membros como o maior movimento cultural popular das Américas. Esta informação é veiculada nos discursos das sessões solenes que pontuam a abertura e o encerramento da maior parte de suas atividades, bem como por políticos e demais autoridades. Os dados disponíveis permitem constatar que o gauchismo, em suas mais variadas expressões, movimenta milhares de pessoas em suas datas comemorativas e em suas inúmeras atividades.

Por gauchismo é preciso compreender diversas manifestações culturais que têm o gaúcho como ponto de referência e que jogam sobre essas representações, exprimindo um sentimento de pertencimento. Sua diferença com as outras dimensões do regionalismo é que o gauchismo não quer estudar ou escrever sobre o gaúcho. Ele pretende oferecer um culto às tradições por “encarnação” de uma imagem do gaúcho. À personificação do gaúcho efetuada pelos tradicionalistas pretende representar o “verdadeiro” gaúcho.

Alguns aspectos da cultura regional como a culinária, as vestimentas e a utilização de inúmeros símbolos, passando por elementos do folclore como as danças tradicionais recriadas nos espaços dos Centros de Tradições Gaúchas (CTGs) e nos concursos tradicionalistas também são utilizadas. Nesta perspectiva, é necessário perceber os processos educacionais e pedagógicos do tradicionalismo, que visam à formação dos jovens tradicionalistas e de suas famílias no seio dos CTGs. Isto se dá através do tornar-se tradicionalista (participação nas atividades do CTG), cursos promovidos pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) e demais instâncias tradicionalistas, além de sua inserção nas escolas, estabelecendo um novo território tradicionalista e possível reprodutor de sua filosofia e modelos comportamentais.

Na escola, o ensinar os alunos a viver as tradições do Rio Grande, de acordo com as representações percebidas, passa por uma necessidade de formação dos valores e do conhecimento da história e costumes do Rio Grande do Sul, na perspectiva de uma valorização do civismo, ao viver as tradições. “Ao se envolver com o tradicionalismo, uma atividade saudável, o aluno não se envolve com o que não deve se envolver”.

Mas, ao encerrar a minha análise, devo dizer que os governos — estadual e municipais — deveriam colocar a matéria “Estudo do Tradicionalismo Gaúcho” como obrigatória, pelo menos em um ano do ensino fundamental e um ano do ensino médio, pois assim estariam valorizando cada vez mais o culto às nossas mais caras tradições e incentivando a prática do gauchismo. 

Continuem acompanhando a nossa coluna sobre o Tradicionalismo Gaúcho, pois ainda temos muito para contar. Até a próxima, tchê!

CTG Coronel Thomaz Luiz Osório tem nova patronagem

No ano em que marca os 70 anos da inclusão da mulher no tradicionalismo gaúcho, o CTG Cel. Thomaz Luiz Osório elege a sua 1ª patroa.

No dia 15 deste mês foi eleita a nova patronagem, que irá comandar a entidade tradicionalista, premiada em todo o nosso Rio Grande do Sul.

Parabéns à patroa Ana Boanova, bem como a toda patronagem.  

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