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Ano XVIII - Número 637 dezembro - 2018

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2017-11-10 Viver e alimentar a fé

A senhora idosa não queria festa no seu aniversário. Receberia filhos e netos para um café da tarde. Mas tinha um pedido: que tocassem as campainhas com o cotovelo. Reunidos, o pedido de explicação. Simples: se tocassem com o cotovelo significava que as mãos estavam bem ocupadas. Com os presentes que esperava receber!

A história foi contada por dom Paulo de Couto, bispo emérito de Montenegro, na noite de domingo (5), ao anunciar a inauguração da capela de Nossa Senhora Aparecida no Seminário Propedêutico (período em que jovens fazem o discernimento se querem candidatar-se ao sacerdócio), disponível também para a comunidade.

Da Catedral de São João Batista até o sopé da montanha foi uma procissão de dez minutos, em que o bispo pediu para lembrarem com carinho e atentos à formação dos rapazes que, num futuro, conduzirão os destinos da Igreja Católica e, hoje, precisam que, muitas vezes, as pessoas cheguem tocando a campainha com o cotovelo.

Não creio que a preocupação de dom Paulo fosse apenas com as doações. Mas, em comum com a senhora, havia o significado da entrega que não era apenas uma troca de presentes em um aniversário. Mas o instante em que quem dá tem única e exclusivamente esta preocupação: disponibilizar um pouco de si para o outro.

Voltava à Pelotas, depois de uma estada em Caxias e visita ao padre Rômulo (para eles, dom Carlos), em Montenegro, e não resisti em continuar a história. Um dos netos que não trouxera presente apareceu alguns dias mais tarde. O porteiro o deixou passar pelo portão e porta do prédio. Já no apartamento, bateu com o cotovelo.

O som foi abafado, mas suficiente para a vó ouvir e quis saber por que não soltara o presente. A explicação: não queria deixar de atender à recomendação, mas sua altura era insuficiente para alcançar a campainha. A criança entendera que a senhora dera uma lição: o importante no dar está em se fazer presente. E compartilhar carinho.

Um presente carrega o tempo gasto em atender a necessidade ou o desejo de alguém, o momento de satisfação da entrega e, depois, a lembrança do seu significado. Que pode ficar como elo para toda uma vida. A comunidade que fez a sua procissão dificilmente vai esquecer a história do cotovelo. Os seminaristas também não.

Afinal, iniciaram uma caminhada em que, de diferentes formas, tocarão campainhas usando o cotovelo, especialmente porque estarão com as mãos carregadas da esperança e da certeza de que este povo conseguiu um dos mais belos presentes: viver e alimentar a própria fé!

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Manoel Jesus

Educador



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