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2018-03-23 Amar como Francisco amou...

O papa Francisco chegou aos cinco anos de pontificado, na semana passada. Não pensa em comemorações, ao contrário, num momento em que o equilíbrio político dentro da Igreja Católica é frágil, está com a agenda sobrecarregada, tratando de assuntos internos, assim como de problemas que afligem a sociedade internacional.

Seu discurso - como não poderia deixar de ser - prega a unidade entre os católicos e entre os cristãos. Mas sabe que - embora se diga que não existe - há muitas disputas entre uma ala considerada conservadora e outra dita progressista dentro da Igreja.

A Igreja Católica é conservadora em essência. Ponderadamente, diminui o ímpeto de seus quadros e busca algo o mais próximo do consenso. No entanto, a ala que assim se denomina “predominante” preza um estilo de vida principesco, mantendo empreendimentos com sentido no passado, que, atualmente, escapam à sua capacidade operacional. Porém para alguns é a chance de carreira e galgar postos.

Por progressistas veem-se grupos sem número significativo, especialmente depois que o próprio Vaticano encabeçou uma autêntica cruzada contra a Teologia da Libertação. Embora, hoje, o próprio papa recupere muitos de seus elementos, sem a radicalização daqueles que a defenderam, mas buscando viver a radicalidade do Evangelho.

Pressionado, Francisco quer ser pastor e servir de exemplo, especialmente para bispos e padres. No sentido mais forte da palavra: cuidador de pessoas, cura do corpo e da alma, quem faz “pastoral”, à disposição de gente e não especialista em burocracia.

Reler os documentos do Vaticano II espelha o sentimento do papa João XXIII, pastor por excelência, buscando afastar a Igreja da política dos homens - com os benefícios do poder e do dinheiro - e fazê-los mais próximos de Deus. Sonhava com a pobreza de uma igreja que esqueça o fausto e seja sinal das bem-aventuranças.

Não serão cinco anos - nem um papa apenas - que farão as mudanças. Mas se vê a marca de um homem inspirado, colocando no olhar e nos gestos a capacidade da acolhida. Visitas a hospitais, prisões e albergues é o instante em que seus braços abertos transformam-se em bênçãos que contagiam e vocacionam.

Os jovens olham admirados para quem abriu mão da pompa. No estilo simples, na forma despojada, na receptividade a todos os segmentos, mostra um jeito encarnado de chegar ao Mestre. Aponta a oportunidade de um novo caminho: a esperança que a Igreja deixe de fazer tantas reuniões e cuide mais das pessoas, reze mais, faça mais festa, mais sopões, ande pelas ruas... Enfim, que ame e, com certeza, seja mais amada!

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Manoel Jesus

Educador



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