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Versão do Fato

2018-03-29 Maria Madalena

 

A História não pode ser considerada ciência exata. Seus registros foram feitos por pessoas ou grupos que, de alguma forma, subjugaram a outros. Ao longo dos tempos, as pesquisas levaram a sítios arqueológicos, descobertas de documentos e também ao conhecimento de atitudes comportamentais - psicológicas, sociais e culturais - capazes de reescrever muitas de suas páginas.

Mas quando a capacidade de registrar objetivamente encontra hiatos entre fatos, diálogos, descrição de personagens e outros, surge a capacidade do ficcionista em preencher estas lacunas com aquilo que melhor sabe fazer: deixar a imaginação funcionar! É o que acontece com o filme Maria Madalena lançado, “oportunamente”, neste tempo em que o cristianismo faz memória da paixão, morte e ressurreição de Jesus.

Os personagens que se sobressaem: Jesus - homem e Deus, na proximidade da morte e com dúvidas a respeito de seu papel; Madalena - mulher e amiga, de origem humilde - pescadora e parteira - um olhar feminino sobre a busca pela salvação; Judas - um “inocente útil do destino” que deseja apressar a missão salvadora, pelas armas e não pela fé; e Pedro - encarna a estrutura de uma pretensa organização, que já nasce restritiva e engessada.

Os romanos eram especialistas em definir estratégias de terror. Seu método de crucificação - além de castigar o malfeitor - era um alerta para possíveis descontentes com a ordem: qualquer um poderia ser o próximo. Para isto, usavam como ponto de execução os cruzamentos de estradas, assim como lugares elevados para onde se voltavam os olhares das pessoas que estavam nas cidades.

A forma como Jesus foi preso - na calada da noite - e a pressa do julgamento tornou impossível haver uma mobilização entre seus seguidores. Ao pé da cruz, algumas mulheres e, ao que tudo indica, o momento de despedida de dois amigos: João, considerado o discípulo amado, e Maria Madalena, que deixou tudo para segui-lo. Assim como de sua mãe, Maria de Nazaré.

Por sobre a cabeça daqueles que amou, vislumbrou Jerusalém e sabia que a missão seria difícil. Era a vez dos discípulos - homens e mulheres - fazerem do mundo aquilo que sonhara: um caminho para a casa do Pai - que as sementes de Deus se transformassem em sementes da utopia. A partir da sua ressurreição, a cruz deixa de ser sinônimo de dor e agonia e, entre acertos e erros, o cristianismo ainda busca concretizar a justiça e a fraternidade. O sonho de ser um sinal de esperança e de paz.

Uma feliz e abençoada Páscoa!

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Manoel Jesus

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