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2018-05-04 “Eu sou teu grude”

Semana passada, o papa Francisco visitou um hospital que trata crianças com câncer. Naquele seu jeito “avô bonachão”, percorreu corredores cumprimentando médicos, enfermeiros, atendentes, pais e crianças, para as quais dedicou especial atenção, abraçando e beijando. Óbvio que, nesta hora, não faltam os que pedem autógrafos: fazia os votos de recuperação e assinava: Francisco. Simplesmente, Francisco!

Tenho falado seguidamente da preocupação com aqueles que desejam o título de “pessoa simples”, ou, em um outro grau, de “pessoa humilde”. Diante de um Francisco, confirma-se que não basta apenas querer, mas é necessário viver. E a explicação é clara: é um estilo de vida em que se abre mão de ambições para dar valor àquilo que é mais elementar - fazer o bem, alcançar o coração a quem precisa.

Muitas histórias mostram isto. A menina/mãe em depressão encontrou nos momentos que o filho ficava com ela o seu espaço de sanidade mental. Em cada despedida, um alento: “mãe, tu fica bem. Eu sou teu grude!”. Além do tratamento, da medicação, dos familiares e amigos havia um pequeno ser que lhe norteava a esperança. Precisava superar todos os entraves porque tinha um motivo para viver e a certeza de que em breve não seriam apenas finais de semana, mas todos os dias com ele ao seu lado.

Depois do diagnóstico de depressão, mãe e filha que não se davam bem reescreveram suas histórias. Dona Lívia foi chamada pela médica: a filha não sairia daquele quadro sozinha. Morava em uma casa, a filha em apartamento. A médica contou que a paciente gostava de plantar chás. Nem isto sabia. Convidou para ocuparem a horta juntas: ela com as flores e a outra com os chás. De início, cada uma pelo seu lado, mas passaram a se ajudar. Decidiram almoçar juntas: à mesa, as flores da mãe e os chás da filha.

Tudo o que se diz, o que se faz, o carinho dispensado, a terapia envolvida, a medicação necessária chega até um determinado ponto. Depois, a estrada afunila e é por onde apenas uma pessoa pode passar. Na maior parte das vezes, mais do que profissionais, familiares e amigos convencer-se da mudança que está na pessoa. Especialmente quando encontra alguém que lhe dê motivo para refazer a própria vida.

O papa não era um príncipe desfilando pelos corredores. A menina repetiu diversas vezes o que o filho lhe havia dito. Dona Lívia descobriu no abraço da filha um sentido para envelhecer. A receita sempre esteve ao alcance: valorizar pequenas coisas, estender a mão para quem chegou perigosamente à beira do abismo. Na busca pela felicidade, viver, apenas, viver. O que qualquer um precisa é simples e pode ser dito - e se quer ouvir - carregado de carinho: “fica bem. Eu sou teu grude!”.

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Manoel Jesus

Educador



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