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2018-05-25 “Eu não recebi nada do que pedi...”

Pedro viaja pelo mundo. Em seus programas, faz um apanhado da cultura e curiosidades dos lugares por onde passa. Recentemente, esteve em Beirute. Uma das pautas, a visita a um restaurante que não tinha um chefe de cozinha... na verdade, chefas de cozinha! O mais interessante: vindas do interior trazendo para a mesa comidas tradicionais, com temperos da região - um toque de saudade e nostalgia.

Num encontro, uma conhecida deu uma receita sobre envelhecimento: no necessário, era capaz de tirar a roupa do corpo para dar a um familiar. Mas... se a pessoa pudesse esperar e ela se dar um pequeno prazer, a opção era por ela mesma. Em outra situação, contou que filha e genro discutiam. Discretamente, levantou e foi embora. Encontrou a filha enraivecida porque a mãe não lhe dera razão. Disse que não. Qualquer coisa que dissesse, depois, quando os dois se acertassem, seria usado contra ela.

Circula na internet a história de um homem que observava o desenvolvimento de uma lagarta em seu casulo, esperando que se transformasse em borboleta. Ao ver que o processo demorava, resolveu cortar o casulo para apressar o desenvolvimento. A lagarta não virou borboleta. Pois o esforço e o tempo que levava para se fortalecer eram o que a faria bela, única e capaz de voar. 

De autor desconhecido encerra com uma prece que, para mim, é um mantra: “Eu pedi forças e Deus me deu dificuldades para me fazer forte. Eu pedi sabedoria e Deus me deu problemas para resolver. Eu pedi amor e Deus me deu pessoas com problemas para ajudar. Eu pedi favores e Deus me deu oportunidades. Eu não recebi nada do que pedi, mas recebi tudo o que precisava...”.

A vida é simples. Passamos tentando reencontrar nossas origens. E isto é bom. O que não se pode é viver com fixação naquilo que “já não se faz mais como antigamente”. A senhora que se dava pequenos prazeres e não entrava em dividida, gostava de abençoar filhos e netos. Nada pedia a Deus, mas que entendesse Seus desígnios. A pessoa que me lembrou a história da lagarta passou por dura experiência tentando proteger a filha e a havia sufocado, não impedindo de chegar ao consumo de drogas.

A receita para amadurecer está em viver o final do mantra: “Eu não recebi nada do que pedi, mas tudo o que precisava...” Um jeito simples de viver pode ser o reencontro com o passado, encontrar espaços de sanidade mental, sabendo que há momentos para falar, mas muitos mais para silenciar. Pois, embora sejamos agentes protagonistas, é o tempo que fortalece, torna belo, único e, quem sabe, faz alguém “capaz de voar”!

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Manoel Jesus

Educador



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