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2018-06-15 Deitado eternamente...

Ano de 1970, em pleno regime militar. No Seminário era o tempo da inocência. Alguns começavam a se antenar para os problemas que a ditadura propiciava, mas até isto parecia não nos atingir. Vivíamos o auge da Música Popular Brasileira, o Rock invadindo as emissoras de rádio e, com grande parte das lideranças amordaçadas, éramos convencidos de que a Copa do Mundo era a “pátria de chuteiras”.

Hoje é fácil identificar aquilo que os militares - e seus apoiadores, em todos os setores - fizeram para convencer que os opositores eram o mal, não querendo ver o desenvolvimento. A máxima era: “Brasil, ame-o ou deixe-o!” Com a omissão e silêncio das instituições, alguns pereceram, desapareceram ou foram silenciados...

Completava 15 anos quando ganhei meu primeiro rádio de pilha. Iria acompanhar os jogos com a euforia que contaminava a maioria da população. De lá para cá, pouca coisa mudou. A não ser... que se olhe com mais atenção para os preparativos, à vontade como certos meios de comunicação tentam vender a ideia de que praticamente toda a população está na torcida pela seleção, na Rússia.

Pela incompetência com que se comporta o atual governo - veja-se a forma como tratou a greve dos caminhoneiros, ainda com sequelas que não sabe resolver - não creio que haja alguma cabeça pensante capaz de, nos próximos dias, motivar a população a ir para as ruas, vestir camisetas e discutir o futebol.

As pessoas com as quais converso vão acompanhar os jogos por diversão. Colocam o futebol no seu lugar: entretenimento. Os jogadores são atores de um espetáculo que a mídia transformou em mina de dinheiro e vende os segundos de comercialização a peso de ouro. Os atletas são tratados e remunerados da mesma forma, juram que ainda são povo, pois a grande maioria veio das classes menos favorecidas...

Estas mesmas classes amargam a recessão e inflação que o governo maquia, faz leis que favorecem categorias e que a população, em última instância, paga a conta. E começa, sorrateiramente, a retirar subsídios de elementos fundamentais - como farmácia, por exemplo - tornando difícil a vida de pessoas doentes e aposentadas.

Campanhas motivando a troca de televisores levaram apenas os incautos às lojas. Não é hora de fazer contas novas, mas de pagar as velhas. Assistir aos jogos sabendo que há vida depois da Copa. Desembarca em uma eleição e precisa sair do torpor e assumir o protagonismo para não ser sempre a “nação do futuro”, esquecer o pensamento de que para tudo pode dar um jeitinho e está “deitado eternamente em berço esplêndido”!

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Manoel Jesus

Educador



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