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2018-06-22 Perdidos no espaço

Um dos seriados marcantes da minha infância e adolescência foi “Perdidos no Espaço”. Seus personagens em destaque eram o menino Will Robinson, doutor Smith e o robô. Apenas na década de 1960 era o doutor, hoje doutora; e o robô é um alienígena inimigo, até que se descubra que tentava recuperar algo roubado pelos humanos.

Da inocência do seriado em que Will queria brincar, o robô em advertir para situações de dificuldade com o clássico: “perigo, perigo...” e doutor Smith era o atrapalhado dando um jeitinho para se sair bem em qualquer situação, de preferência que não precisasse trabalhar, sendo dedurado pelo robô a quem chamava de “lata velha”...

A série atual perdeu a inocência. As relações são complexas, tanto as familiares quanto as sociais que se estabelecem quando precisam criar um núcleo, em um planeta perdido, por sobrevivência. Há disputa pelo poder e recursos que podem fazer com que saiam do planeta e reencontrem seu caminho em direção à colônia idealizada.

Nos dez episódios, nota-se a preocupação em lidar com o universo dos sentimentos, no caso da doutora Smith e do robô alienígena com a presença do mal. A primeira não quer apenas se dar bem. Sabe que se sair dali será julgada e condenada. Usa então, de todas as formas, para prender os demais num planeta próximo a explodir. 

Já o robô, que se pensava instrumento do mal, é, na verdade, uma vítima. Se transforma conforme as pessoas que o cuidam. Em um primeiro momento é aliado de Will, que sofre pensando que foi ele o causador da queda e então tem que o destruir. Mas recuperado pela doutora Smith que o manipula para subjugar os demais.

Mais existencialista do que na primeira versão, coloca em debate elementos necessários. Seguidamente, em meios religiosos, a conversa gira em torno do bem e do mal, céu e inferno, Deus e o Diabo. Para pessoas de fé, elementos que são parte do credo religioso. Para quem defende a ciência são, ao menos, duvidosos.

Perdidos no Espaço é uma parábola. As difíceis relações de família são superadas com a certeza de que um sacrifício vale a pena para ver alguém próximo feliz. Mas... que vindo dos recônditos da mente humana, há quem deseje ocupar lugar que não é seu, apoderar-se de algo que não lhe pertence, sonhar um sonho a que não tem direito... 

Conquistar um carinho, um lugar, um bem fazem parte do amadurecimento. Garimpá-los exige esforço, colaboração e mostrar atitude própria. Erros são o alerta para vencer riscos e que a realização é um sonho coletivo que dá o direito a viver e ser feliz. Agir de outra forma é a certeza de permanecer, para sempre, perdidos no espaço!

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Manoel Jesus

Educador



manoeljss@hotmail.com

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