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2018-06-29 Idoso: o trânsito e a farmácia

 Dona Gessi aprendeu a usar a faixa de segurança. A idade e o fato de utilizar muletas não a impedem de fazer todos os dias o percurso de três quadras entre sua casa e a da irmã. Em uma ocasião, vizinhos alertaram ser melhor ir até a frente de um condomínio onde havia a passagem para atravessar a rua. Ainda levou algum tempo para se acostumar: fato comum entre pedestres, precisando do respeito de motoristas.

As circunstâncias estão fazendo com que as pessoas procurem a faixa, um processo de educação para o trânsito, envolvendo quem anda nas calçadas ou no leito das ruas. Ainda está distante do ideal. É comum se ver carros e motos avançando, quando não buzinando para outros condutores que respeitam o passante. A idade avançada não deveria inibir as pessoas de saírem à rua. Em uma sociedade solidária é motivo de interesse e cuidados especiais. Infelizmente, dona Gessi sente a falta de respeito por parte de muitos usuários das vias, assim como o descaso e, algumas vezes, a maldade de algumas políticas públicas.   O governo federal, recentemente, aprontou uma destas. Idosos e doentes sentiram na carne que, na calada da noite, diminuiu o percentual do subsídio que investia na farmácia popular. Sem discutir a autêntica indústria que se estabeleceu em torno do direito de preservar a própria vida e está involuíndo, porque afastando o acesso a medicações e material de higiene, como fraldas geriátricas, por exemplo.   Dona Gessi aprendeu a cruzar a rua em segurança. Uma certeza de que, quando se precisa, a dor ensina a gemer. O que dá uma esperança de que também o governo possa aprender. Afinal, a sociedade espera que toda a política, toda a economia tenha um foco: a manutenção da vida e a educação para a cidadania.   Respeitar o trânsito será tema de casa para algumas gerações. Talvez alguns não aprendam, mas, ao menos, devemos deixá-los desconfortáveis para abusar do direito ao individualismo. Sempre há esperança de que aprendendo com as coisas simples se possa fundamentar as relações maiores da sociedade. Ver carros parando para uma idosa atravessar lentamente é um alerta: por onde transitam pessoas de qualquer idade - muitas vezes distraidamente - o motorista é o responsável pela sua segurança.   Assim como o governo deve se responsabilizar para que, em tempos bicudos, famílias não precisem fazer a opção entre comprar um e deixar outro medicamento, ou voltar atrás na higiene com o idoso. Parecia uma etapa vencida, mas não é. Em pleno século XXI, a vida tem que caber dentro de um orçamento. Infelizmente, também para o uso contínuo de remédios ou aqueles que evitam sequelas, sobreviver passou a ser chegar a uma farmácia com uma receita sem saber o que vai conseguir comprar!  

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Manoel Jesus

Educador



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