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2018-09-06 Meu pai do coração...

Uma das maiores e mais carinhosas mensagens que recebi da minha sobrinha Vanessa dizia: “tu és meu pai do coração!” A expressão comumente é utilizada por quem adota uma criança ou um jovem que se transforma em “filho do coração”, aquele que não nasceu apenas da carne, mas de um sentimento profundo de carinho e de afeto. Estive na Escola de Formação do Movimento Familiar Cristão - MFC - com a pauta: “Fraternidade e a nova configuração das famílias”. Rememorei o que a igreja católica pensa a respeito, especialmente, do que é a prática do ser família, a partir de um pensamento do padre Fábio de Melo: “família é o lugar onde aprendemos a amar”. No dia seguinte, o Globo Repórter fez uma matéria sobre irmãos. A parte que me chamou atenção contava um pouco da história de seis - entre 2 e 14 anos - retirados dos cuidados dos pais e entregues para adoção. Foram divididos em dois grupos de três, mas as famílias fizeram questão de que mantivessem os vínculos. Interessante o fato de ser um menino de 14 anos a referência para os demais. Referi-me no MFC a esta figura como sendo o “agregador”, quem, na família, é mais do que o pai ou irmão mais velho: tem a sensibilidade e a autoridade para congregar o grupo, dá sentido ao termo “família”, para não ser apenas um ajuntamento de parentes. As igrejas cristãs se mostram acolhedoras e respeitosas com relação, por exemplo, à segunda união. Não somente porque este já é um fato, mas também porque a experiência mostrou que, se tem problemas, não é muito diferente de um matrimônio em crise. Nesta discussão poderíamos entrar por outros temas difíceis para os evangélicos mais tradicionais, como a constituição de grupos familiares gays... A fragilidade da vida só é superada pelo valor da própria vida. Preconceitos travam o sentido do ser família: “lugar onde se aprende a amar”, em que se tomam as primeiras lições de relacionamento afetivo, norteadores de comportamentos em todas as etapas seguintes. As preocupações com as formas convencionais de ser família podem ser superadas por ações simples: aprender a ser “avós, tios e irmãos de coração”!  São salutares as relações que fazem bem a crianças e jovens quando a falta de arrimo causa tanto mal para a construção da identidade. Os adultos e idosos também estão precisando ter “filhos e netos do coração”. Em tempos em que a solidão se transformou no grande mal do século e há tanta carência de afeto - especialmente familiar - um bom alerta está nas palavras do papa Francisco: “ter um lugar para ir é lar. Ter alguém para amar é família. Ter os dois é uma bênção!”.

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Manoel Jesus

Educador



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