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2018-10-19 Tolerância: parceria com a fraternidade

Final de ano, em algumas cidades já começam as feiras do livro. No fim de semana, passei por uma em um shopping em Porto Alegre e outra em Caxias do Sul. Na primeira, foi uma alegria ver crianças comprando material para leitura, mas também para diversas formas de interação. E reencontrar um clássico: O Diário de Anne Frank. 

Em Caxias, as lembranças de um tempo, em passado recente, do Pequeno Príncipe, leitura que ofereci aos meus sobrinhos Elisandro e Daniele.  De ambas, uma mensagem fundamental: o quanto nos tornamos melhores quando abrimos mão de comodismo e pensamos concretamente no outro.

Pensei nisto ao me deparar com duas situações: a mãe que deseja ajudar a filha a reorganizar a vida da filha. Falou das dificuldades com as relações, que se deterioram e chegam ao conflito. Usava a imagem do espelho estilhaçado para falar em quebra de confiança. Até se juntam os pedaços, mas não se apagam as marcas.

A imagem é quase perfeita, mas vai além... a vida é um continuo refazer relações. Termos problemas com os outros é oportunidade para amadurecer e juntar cacos, o sentimento de que marcas vão além da estética, pois experiências alheias alertam, mas o que modula a personalidade são as vezes em que batemos nossas próprias cabeças! 

O Diário de Anne Frank é livro necessário para os atuais dias políticos. De ambos os lados. O acirramento de ânimos indispõe famílias, amigos e colegas… Não peço a ninguém que abra mão das suas convicções, mas que se restabeleça a boa norma das relações humanas: política, religião e futebol não devem sentar à mesa, especialmente quando há divergências e o máximo que se pode conseguir é uma indigestão.

Varrer para debaixo do tapete as lições que a humanidade já aprendeu é um desperdício. Tolerância pode não rimar com fraternidade, mas dá uma boa parceria. A lição que fica é a necessidade de que nunca se deixe de recomeçar.  Em família ou na política, crises servem para que, juntados os “cacos”, se consolidem as relações.  

O Pequeno Príncipe falava em “cativar”, processo demorado que demanda “ritos”. A intolerância faz o contrário. Não é apenas falar em paz e amor, mas praticar... Mesmo com aqueles que pensam de forma diferente… Sabendo que a vida continua e que acertos e erros podem - e devem - servir como lição.

Não há soluções para o país a curto prazo e as novas apostas alcançarão resultado a médio prazo - para o bem ou para o mal. Até lá é ter paciência para, ao contemplar os pedaços de espelho que multiplicam a imagem, aprender que cor, religião, opção sexual... apontam para uma diversidade necessária e salutar. E lembrar o que os mais velhos sentenciavam: “é necessário respeitar para ser respeitado!”

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Manoel Jesus

Educador



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