Terça, 11 de dezembro de 2018, 20:47h


Publicidade

Tordilho
Sicredi

Este conteúdo precisa do Adobe Flash Player instalado.

Get Adobe Flash player


Newsletter

Jornal Tradição

Ano XVIII - Número 637 dezembro - 2018

Fechar X

Ano XVIII - Número 637

dezembro - 2018


Galerias

Publicidade

Especiais

Jornal Tradição

Caderno Agronegócio - Edição IV 2018/11

Receitas

Pêssego Trufado

Assine


Home Colunistas

Versão do Fato

2018-11-23 Acordes que embalam o coração

Manhã de segunda, aguardo participação no programa Hora Marcada, do Sérgio Corrêa. O telefone está em linha e ouço o comentário do apresentador, além da trilha musical selecionada pelo Otávio: o Café com Música. Somente os sucessos das décadas de 70 e 80, com direito a dançar juntinhos... Fico divagando, sozinho, e até para a vassoura ao lado da geladeira acabei olhando, pensando em dar alguns passos...

A Clarice mostrou um vídeo onde o governador Eduardo Leite dançava com desenvoltura. Os rapazes e moças de um CTG programaram uma apresentação a partir de uma gaiteira deficiente visual. O pessoal do grupo do Edinho já fez diversas apresentações - inclusive com tango - sendo portadores da Síndrome de Down.

O vídeo mostra um casal em dança de salão. Eduardo tem a música no sangue, não somente para dar seus passos, mas vem de família o gosto por uma boa roda musical. Uma forma de aliviar tensões e receber o afago que merece em tempos tão bicudos em que a arte de embalar o corpo diz tudo da sua capacidade de empatia e superação.

A turma do CTG precisou vencer preconceitos. A preparação os fez usar vendas e compartilhar de um mundo onde as cores e as imagens desaparecem. O desafio não está em deixar de enxergar, mas superar os próprios limites, indo além do que se julgava capaz. Exercitar a dança, a sincronia, sem mais nada a não ser a sensibilidade musical, com o mesmo ritmo que embala os ouvidos e orienta os passos.

Os meninos e meninas da Síndrome de Down dançam por prazer. Subir ao palco é apenas um detalhe. Não creio que tenham a compreensão da admiração e do sucesso que alcançam. Eles brincam com o próprio corpo, repetem coreografias ensaiadas com a delícia de verem um conjunto que pode deixar a desejar no sentido de “perfeição” daqueles que são considerados “normais”, mas que, para eles, é o máximo!

Tirando o meu bailado com a vassoura - que não aconteceu - as demais mostram o quanto dançar é daquelas artes com mil e uma utilidades. Pode até ser erótica (e porque não?), mas vai além: embriaga todos os sentidos e cada uma das fibras de nosso corpo. Para o dançarino se sair bem não é somente necessário atender à coreografia, mas fazer com que a própria alma se entregue ao prazer!

Às vezes esquecemos nosso pé na África e no meio indígena, gente que dança até em cerimônias religiosas. Vez que outra, nossas origens são mais fortes e, mesmo com um canto religioso, não resistimos em balançar o corpo! Um daqueles instantes em que matéria e espírito se dão ao direito de estarem juntos. Pode parecer loucura, mas há momentos em que apenas quem necessita da música é capaz de ouvir os acordes que nos fazem dançar, embalados pelos sussurros do coração!

Comentários (0)





Fechar  X

Acordes que embalam o coração




Enviado com sucesso!

Em breve, o Jornal Tradição
Regional entrará em
contato com vocé.

ok

Manoel Jesus

Educador



manoeljss@hotmail.com

Arquivo

Publicidade

Publicidade



Jornal Tradição Regional - O elo da notícia até você.

Av. Imperador Dom Pedro I, 1886, sala 1 - Bairro Fragata - CEP: 96030-350 - Pelotas/RS

E-mail: jornaltradicao@jornaltradicao.com.br / Telefone: (53) 3281 1514

© Todos os direitos reservados