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2018-11-30 A cultura do preconceito

Um quadro com duas imagens. Na primeira, o viaduto que cedeu em São Paulo, mostrando o desencontro da estrutura. Na outra, Nestor Cerveró, que possui deficiência onde uma vista fica em um plano mais elevado que a outra. E a mensagem infame: “Em entrevista, Cerveró diz não ver problemas na marginal...”.

A festa transcorreu na normalidade... até o final, quando o pai da menina transbordou a sua raiva com a filha, ao ponto da agressão, por um simples motivo: entre os convidados - inclusive que tinha dançado com a jovem - havia um negro. “Você estragou tudo! Deixou nossa família mal diante das pessoas...”.

O porta voz de uma igreja quis explicar a denúncia e o pedido de que pessoas envolvidas com pedofilia sejam julgadas e, se condenadas, paguem por seus crimes. Mas que o atentado ao pudor contra crianças e adolescentes é um número menor entre religiosos do que entre professores de educação física, por exemplo.

Nos três casos, um problema comum: o preconceito - explícito ou implícito. Infelizmente, usar a deficiência física para o humor é recurso comum, o insensato é receber cópia de educadores... o pai aguentou durante a festa porque precisava aparentar normalidade... o representante de um credo esqueceu que a sociedade espera de religiosos que sejam referência da ética e da moral!

A internet, ao mesmo tempo, torna mais democrático o acesso à informação e, também, escancara o preconceito de uma sociedade que diz aceitar e ser tolerante de fachada, mas que, para defender privilégios de seus setores corporativos, afia suas garras. É neste contexto que se admite que se faça graça... sem ter graça alguma!

A imagem dos dois meninos que rasparam a cabeça achando que poderiam passar um pelo outro tinha um pequeno detalhe: um era negro... o outro era branco. Acontece que o racismo e o preconceito não estão na origem das pessoas, mas no seu ambiente cultural: vão aprender, com o tempo, aquilo que na infância é pura inocência.

O ambiente pode ser familiar, vizinhos, escola, trabalho... uma figura importa: o educador. Seja pai, professor, chefe de seção... na medida em que reproduzir papeis que podem se tornar a diferença na relação com deficientes, cor da pele, opção sexual... fazer brincadeira é abrir mão da referência que a sociedade espera. 

“À mulher de César não basta ser honesta, tem aparentar ser honesta”. Um pedido de coerência especialmente dos formadores de opinião. Espera-se de pessoas que cobram atitude o exemplo de vida. Falar em teoria sobre relações é fácil. Difícil é não se perder entre o discurso e prática... até em uma simples brincadeira partilhada no intuito de fazer rir, mas que alimenta a deformação cultural que se chama preconceito!

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Manoel Jesus

Educador



manoeljss@hotmail.com

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