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2019-03-08 Fraternidade e o silêncio dos bons

Você vai ao posto de saúde e não tem médico. Com uma receita em mãos, vai até a farmácia popular, mas não encontra a medicação. Pede atendimento porque aconteceu um assalto e não tem pessoal e viaturas à disposição. Quer matricular seu filho nas séries iniciais e não tem vaga. Quer andar pelas ruas da cidade, mas não consegue porque a buraqueira transformou-a numa autêntica armadilha...

Tudo isto está dentro de um mesmo tema: políticas públicas. Ou, neste caso, a ausência das mesmas. Na internet você vai encontrar a seguinte definição: “ações e programas desenvolvidos pelo Estado para garantir e colocar em prática direitos previstos na Constituição Federal e em outras leis. Medidas e programas criados pelos governos dedicados a garantir o bem estar da população”.

Exatamente para refletir sobre este assunto, a igreja católica lança esta semana a Campanha da Fraternidade 2019 com o tema “Fraternidade e Políticas Públicas” e o lema “Serás libertado pelo direito e pela Justiça” busca conhecer como são formuladas e aplicadas as políticas públicas estabelecidas pelo Estado brasileiro.

Cumpre o papel de conscientizar o cidadão de que ter garantia de serviço público não é regalia, mas direito e obrigação por parte dos entes públicos. Enfatiza a função desempenhada pela sociedade no controle sobre os atores sociais. Como disse dom Leonardo Steiner, secretário-geral da CNBB: “Política pública não é somente a ação do governo, mas também a relação entre as instituições e os diversos atores, sejam individuais ou coletivos, envolvidos na solução de determinados problemas”.

Como em anos passados, há uma proposta de reflexão de forma ecumênica - envolvendo outros credos - dentro da metodologia “ver, julgar e agir”, alcançando aos cristãos instrumentos para que possam tomar conhecimento de como funcionam as atividades públicas, mas também de como pode influenciar nas suas decisões, se fazer presente - e cobrar - naquilo que é de interesse de todos.

O cidadão paga por uma máquina pública que funciona minimamente. Tem representantes eleitos, assim como aqueles que prestam concurso público, como “empregados”, em muitos casos, como “empregados relapsos”. Vale repetir Martin Luther King falando sobre quem acha que não tem nada o que fazer em política: “o que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”. A Campanha deste ano é um desafio. O desafio para uma sociedade cansada e amargurada. Descrente de seus agentes públicos e merecedora de respostas adequadas, sabendo que o Brasil tem jeito, mas que é preciso melhorar, em muito, o próprio brasileiro...  

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Manoel Jesus

Educador



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