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Ano XIII - Número 651 março - 2019

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Caderno Especial JTR Verão IV 2019/02

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2019-03-15 O samba atravessou a avenida...

O gesto virou destaque em publicações esportivas quando o Talleres (da Argentina) jogou contra o Palestino (do Chile) - depois seguido pelo Internacional de Porto Alegre: ao fim da competição, os jogadores limparam os vestiários e deixaram mensagens de agradecimento. Simples, demonstrando cortesia e civilidade: “parabéns, Palestino. Muito obrigado pela hospitalidade. Que o futebol una as fronteiras”.

Diferentemente do que se viu no Carnaval das grandes cidades - Porto Alegre, Florianópolis, São Paulo e Rio de Janeiro - onde as imagens assustaram pela quantidade de lixo acumulado nas ruas. Diferente por quê? Por uma questão de educação. O exemplo do Talleres, que repete este gesto há três anos, vem fazendo escola e sendo repetido por outras agremiações esportivas. É o princípio da civilidade: o testemunho com atos e com a vida é que fazem mudanças significativas. 

Alguns meios de comunicação tentaram ver nas toneladas de lixo espalhadas pelas ruas a possibilidade para catadores e cooperativas fazerem a reciclagem e ganharem algum dinheiro. Infeliz abordagem: se tivéssemos uma população educada e uma administração pública competente estaria na cabeça das pessoas que lixo se coloca no lixo, com lugares adequados para o descarte e não a imundície criada nas ruas misturando papel, bebida, vidros quebrados, dejetos humanos... sem a necessidade de transformar o recolhimento e tratamento em atividade de risco.

Quando se fala tanto em mudanças profundas nas questões educacionais, repete-se o óbvio: precisam iniciar pelos pais e responsáveis - em casa e nos ambientes mais próximos - criando princípios de convivência e respeito humano, que se constituem em valores éticos e morais. Pensar que o meu prazer dá o direito de jogar o que quiser nas ruas é insano e irracional, pois pressupõe que outro ser humano tem a obrigação de resolver problemas que criei e recolher os meus detritos.

Pode servir de lição: se alguns jogadores de futebol já se dispõem a cuidar do seu local de trabalho, por que não podemos ter jovens que ajudem a manter limpos o seu quarto, sala de aula, quadra esportiva, a rua por onde andam? Recentemente, um vídeo mostrava a mãe que vestiu o menino de gari e estimulava a que auxiliasse a recolher o lixo. De forma lúdica, ensina que são outras pessoas que fazem este serviço - mas também são pessoas - que podem encontrar o material bem acondicionado, ter o seu ganha pão facilitado e não gerar as imagens de tristeza e decepção em que viraram as passarelas onde, no fim da madrugada, muitos atravessaram o samba...   

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Manoel Jesus

Educador



manoeljss@hotmail.com

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