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2012-03-16 O beijo da morte

Assisti a um documentário sobre jovens que voam planando sem utilizar equipamentos convencionais, mas com um tipo de roupa que os transforma em autênticos "morcegos humanos". A brincadeira é cara, mas, para dar mais adrenalina, o pessoal faz rasante sobre pedras, vendo, no perigo, um estimulante forte e, segundo dizem, capaz de deixar qualquer um satisfeito. Como sempre, a grande maioria é do sexo masculino, que coloca a vida em risco numa brincadeira que banaliza a própria existência. Mas não existe sozinho: vem junto com os "pegas" nas grandes avenidas, na utilização excessiva do álcool, na necessidade de transformar a maior parte das possibilidades de entretenimento em competição que provem a macheza de cada um. O documentário mostra um dos rapazes que se espatifou contra uma pedra. Não perdeu a vida, mas ficou lesionado, filmado por todos os ângulos e tendo a prova de que esteve no limite em que nem um outro irá chegar. Chamam a isto de "beijo da morte". Não chegaram a ser possuídos, mas perto, levaram, ao menos um selinho da morte, provocaram-na, deixaram aquele gosto de que estiveram à beira do desconhecido. Claro que não vou torcer pelas pedras, mas não tenho nenhuma simpatia por quem se coloca em situação de risco, gratuitamente. Já é tão difícil preservar a vida ou auxiliar pessoas a manterem um mínimo de dignidade para sobreviver. Então, quem não sabe dar valor a um bem tão precioso não merece respeito ou solidariedade, quando o beijo se transforma em algo mais. Beijos são bons quando demonstram carinho, aconchego, não têm graça alguma quando estão próximos de se transformar no final de uma vida. Num tempo em que as cidades voltam a se movimentar com jovens envolvidos com o ensino superior, quem sabe os institutos de formação acadêmica não conseguem fazer uma grande mobilização de voluntários onde a grande motivação seja preservar e dar uma chance à vida. Ganham todos: os jovens, com uma ocupação saudável, e aqueles que são beneficiados com um estímulo a que, apesar de tudo, continuem a viver.

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Manoel Jesus

Educador



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