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2012-05-02 O tempo dos abandonados

Fiz uma passagem, no sábado, pelo Encontro Arquidiocesano de Catequese. Falei sobre a ação pedagógica de Nossa Senhora, com um subtítulo: "um contrato de risco com Deus". Fui relendo as escrituras para mostrar como Deus escolheu uma mulher (que não tinha representatividade social) para ser a educadora de Seu próprio filho. Ao invés dos grandes sacerdotes ou educadores de seu tempo.

Tive tempo para, em determinado momento, falar sobre o costume que temos de dar "pêsames" àqueles que ficaram, num velório ou enterro. É uma coisa de muito mau gosto. Embora o querido defunto já tenha ido, para os que ficam, restam os "pêsames". Sempre acho que dizer: "estou rezando por ti (por vocês)" é bem melhor.

Pois foi o que restou depois que minha prima Leli informou da morte de outro primo, o Jairo (praticamente da nossa idade, chegando aos 60 anos). Poucos dias atrás, ele nos descobriu no Facebook e pediu notícias e que não perdêssemos o contato. Infelizmente, durou pouco tempo, ele se foi e fica a sensação de que perdemos nossas referências.

Quando penso em nossa família, quando viemos do interior de Canguçu, na década de 50, éramos muitos entre avós, pais, irmãos, tios e primos. Nossos encontros, ao menos uma vez por ano, na família pelo lado de meu pai, era uma grande festa! De algum tempo para cá, todos os anos havia uma falta, até que deixamos de nos encontrar.

Agora, falta o Jairo. Com ele acontece o mesmo que sinto com relação a amigos que já foram próximos. Por muitos motivos, deixamos de conviver e cada um foi viver a sua própria vidinha. O que restou foram muitas reclamações de que hoje as pessoas sentem-se solitárias, porque até seus pequenos núcleos familiares estão se esfarelando.

Vale a pena fazer um esforço maior para buscar aqueles que fomos esquecendo ao longo do caminho. Como diz Augusto Cury, "não basta esperar pelo outro, é necessário ir ao seu encontro". Chorar nossos mortos é absolutamente inútil quando não somos capazes de conviver e retomar o carinho por aqueles que continuam vivos e, em muitos casos, abandonados, emocionalmente.

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Manoel Jesus

Educador



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