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2015-07-20 A Cruz, entre a foice e o cifrão

O presente que o presidente da Bolívia, Evo Morales, deu ao papa Francisco em sua passagem por três países do continente despertou comentários em defesa, dos simpatizantes do Comunismo, e a execração daqueles que veem neste tipo de ação um bom jeito de condenar tudo o que defende o social. Não acredito em inocência política, então, o crucifixo que mostrava o corpo de Jesus sobre um martelo tendo por base uma foice foi, sim, uma saia justa em que meteram o papa.

Francisco é considerado, hoje, um acidente do Espírito Santo, que vem arejando a Igreja Católica e, por onde passa, faz o discurso em favor das populações marginalizadas. Não víamos isto há algum tempo na máquina do Vaticano. Sequer se imaginava que um homem com este perfil pudesse ser guindado à sucessão de Pedro. Exatamente por quebrar esta lógica, ganha a simpatia da esquerda, mas, também, a condenação da direita, que via a Igreja como sua coligada (e já o foi mais), esquecendo que os dois sistemas já a perseguiram, sempre que fosse conveniente, assim como a chamaram de “aliada”, quando servia para justificar suas ações.

O padre Zezinho foi claro numa reflexão em que disse: “Se o papa aceitasse uma cruz feita em $$ (cifrão) eu não aceitaria, da mesma forma que não aceito uma cruz sustentada pela foice e pelo martelo. O Vaticano e as encíclicas sociais são claros a respeito de comunismo e capitalismo. São duas formas de ditadura... O apóstolo Paulo fala claramente o que é o sinal da cruz para um cristão. Escândalo para qualquer esquema de força. Sim, eu também rejeito cruzes ricas e banhadas em ouro, penduradas em correntes de ouro. Nega o que Jesus pregou”.

Embora a cruz seja a representação mais visível do Cristianismo, nos últimos tempos a sua banalização serviu para instrumento de ornamentação e, mesmo, colocado a serviço de um humor desrespeitoso, de gosto, no mínimo, duvidoso. Aqueles que o defendem falam em liberdade de expressão. Dizem que, sem esta pitada de irreverência, este tipo de crítica perderia a sua graça. Infelizmente, a fronteira entre a ofensa e a colocação de figuras religiosas em situações de humilhação é muito tênue.

Se o intuito foi o de gerar um fato para a imprensa internacional, acabou sendo de mau gosto, porque deu munição para aqueles que desejavam desviar a atenção do noticiário do discurso do papa Francisco, condenando o abuso do capital e pedindo perdão aos povos indígenas pelos crimes cometidos pela própria Igreja e da sociedade na “conquista da América”.

Não é justo colocar a cruz entre a foice e o cifrão. A Doutrina Social da Igreja é anterior e capaz de dar todo o embasamento que os católicos precisam para sua ação social. Num tempo de pobreza de lideranças em nível internacional, o Santo Padre reconhece a face pecadora da Igreja, mas também a sua referência moral para tempos conturbados. Para os que gostariam de ver as lideranças religiosas voltarem à sacristia, ficou um alerta: neste tempo de ceticismo religioso, políticos de todos os matizes gostariam de silenciar homens e mulheres que buscam iluminar com a sua fé as mazelas do Mundo, mas ainda há uma voz que “clama no deserto”!

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Manoel Jesus

Educador



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