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2016-04-12 Pequenos grandes valores da educação

Dois fatos marcaram o final de semana. O primeiro, no dia 1º de abril, um rapaz, com amigos, simulou um problema qualquer e ficou “desacordado”. O sistema de pronto atendimento foi chamado, não conseguiram que ele voltasse a si e o colocaram na ambulância. No meio do caminho levantou - lépido e fagueiro - e disse tratar-se de brincadeira pelo “dia dos bobos”.

O segundo envolveu o proprietário de um carro importado, com a habilitação suspensa por excesso de multas praticando um racha em uma avenida de Porto Alegre. Seu carro bateu num táxi, que colidiu com outro carro, que atropelou pessoas que passeavam na calçada, deixando-as em situação preocupante.

O que têm os dois casos em comum? Um problema sério de educação! Ou melhor, da falta dela. Possivelmente, parentes e pessoas próximas vão defender o indefensável. Para quem disse no primeiro caso que era apenas brincadeira de garoto, esquecem que o garoto cresceu e que está a um passo da marginalidade, fazendo o que fez. Quem defendeu o atropelador dizendo que tinha direito de se divertir, também tem um potencial criminoso que, para seu próprio prazer, não se preocupa em colocar em risco a vida de outros.

Amado por uns, criticado por outros, Pepe Mujica, ex-presidente do Uruguai, afirma que “não devemos esperar que os professores consertem as falhas na educação dos filhos”. É uma verdade antiga que, quase sempre, vale para os outros, mas não vale para os meus.

O próprio Mujica elenca. “Em casa se aprende a: cumprimentar, falar obrigado, ser limpo, ser honesto, ser correto, ser pontual, falar bem, não xingar, respeitar os semelhantes, ser solidário, mastigar com a boca fechada, não roubar, não mentir, cuidar das próprias coisas e das coisas dos outros e ser organizado”.

Na escola, diz que é onde se deve aprender: “matemática, português, ciências, geografia, inglês, geometria e é onde são reforçados os valores que os pais ensinam aos seus filhos”. Perfeito. Os dois rapazes não entenderam uma série destes preceitos. Mas também se sabe que o processo de educação não é ciência exata e mesmo seguindo piamente a receita podem acontecer desvios no meio do caminho.

Enquanto olhamos os escândalos no centro do poder, não podemos esquecer os pequenos grandes desvios nas entranhas das nossas casas e relações sociais mais próximas. Senso de “te flagra” se aprende em casa, na observação dos pais e daqueles com os quais convivemos. Esses pequenos valores poderiam ter mudado o caótico cenário nacional. Hoje, é mais difícil fazer as mudanças estruturais que precisamos, mas não é impossível, especialmente se mantivermos na linha aqueles que estão sob nossa responsabilidade.  

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Manoel Jesus

Educador



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