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Ano XII - Número 638 dezembro - 2018

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2012-06-01 Racionamento ou incompetência?

 

Recentemente, assisti a um programa que mostrava a preocupação do município de Nova Iorque, nos Estados Unidos, e São Paulo, no Brasil, em localizar as nascentes dos rios que abastecem as cidades, mapear por onde correm e encontrar formas de protegê-los. Paralelo à preocupação com a conscientização, vinha o pagamento para que os mesmos fossem protegidos por cercas pelos proprietários das terras e que as áreas de plantio, com uso de elementos químicos, ficasse a uma razoável distância. Resultado: a diminuição gradativa no uso de químicos para o tratamento da água.

Foi do que me lembrei quando falei a respeito do despropósito que é Pelotas ter que decretar racionamento de água. O uso racional da mesma é outra coisa (não desperdiçar o líquido precioso). Explicava: ao sul do Brasil, está cercado por água potencialmente tratável (embora, muitas vezes, poluída). De um lado, a Lagoa dos Patos, na maior parte das vezes, com água doce; ao sul, O Canal São Gonçalo, com acesso à Lagoa Mirim; do outro lado, a barragem do Santa Bárbara, assim como o Arroio Pelotas.

O potencial do São Gonçalo é tão grande que Rio Grande se antecipou e conseguiu a canalização para receber e tratar água. Para Pelotas, há projeto de uma barragem naquele canal, que resolveria nossos problemas, nas próximas décadas. Mas a questão não é esta: a promessa da obra existe há muito tempo. Na prática, a incapacidade de articulação política de nossas lideranças faz com que o tão perto, muitas vezes, se torne longe. Governos que não se identificam, medo de que outros assumam a "paternidade", incapacidade nossa - cidadãos – de mobilização por causas concretas e práticas.

Neste momento de estiagem, o racionamento é necessário. Mas demonstra a incompetência dos governantes, atuais e passados, em pensar o que se dará a médio e longo prazo. As eleições de outubro delineiam um novo quadro: construindo candidaturas, já agora. Votar não é apenas escolher diante da urna. É pensar, julgar, aceitar ou não propostas viáveis, que atendam às necessidades de infra-instrutora, serviços básicos e a satisfação do que compete ao poder público providenciar.

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Manoel Jesus

Educador



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