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2016-06-14 Aniversário: um encontro com o tempo

A mudança de idade leva a uma reflexão. Depois de certo tempo, dependendo das escolhas e investimentos, especialmente emocionais, que construímos, podemos desfrutar de um período em que o que mais se quer é ficar longe de qualquer coisa estressante. Então, comemorar com familiares e amigos estas passagens é muito bom, mas também é muito bom voltar à rotina do cotidiano.

Adoro crianças. Até tenho certa paciência com elas e consigo a sua simpatia. Mas chega um momento em que também adoro que elas estejam em suas casas, com seus pais, e eu na minha, com aquela rotina estabelecida que me permite leituras, assistir seriados e filmes, espaços de oração e reflexão, ginástica em casa e caminhadas na rua, cuidar da dona Francinha (minha mãe) e das coisas comuns da casa, do pátio...

Os "amigos" das redes sociais se confundem com aqueles mais próximos. É engraçado, entre as dezenas de mensagens, encontrar aqueles que me chamam de "Maneca", alguns mais velhos que me tratam por "Manoelzinho" (para diferenciar do pai, que também era Manoel), o bem comportado "Manoel Jesus", ou "professor". No fundo, no fundo, é apenas um olhar carinhoso de quem aceita e respeita uma história, sabe que ela tem altos e baixos, mas não a vê como algo a ser aplaudido ou rechaçado, apenas como realmente é: uma vida fluindo na tranquilidade e na paz.

Dona Francinha chegou aos seus 91 anos no dia 1º de junho. No dia 5 de junho foi a minha vez de chegar aos 61 anos. Brinquei que fui o seu presente de aniversário quando completou 30 anos! Ainda tínhamos para comemorar os 19 anos da Alessa e os 15 anos da Amanda. Era um entra e sai de gente na casa do qual já estávamos desacostumados. Foi bom enquanto durou, mas é a vida, que ela continue.

Agradecendo nas redes sociais disse que, aos 61, já aceito que um dos próximos presentes seja uma bengala. Não que eu precise desta terceira perna. Olhando para a minha própria história, em criança, vi meus avós desaparecendo nesta idade parecendo já bem acabados. Não me sinto assim. A bengala pode ser mais um charme, ao estilo Charles Chaplin, para mostrar o quanto ainda espero contribuir socialmente.

Os geriatras têm razão quando afirmam que somos fruto daquilo que "plantamos". Mas também daquilo que nos prontificamos a fazer, quando chegamos nesta etapa da existência. As mulheres são mais sábias que os homens quando a questão são os cuidados com a saúde física, mental e espiritual. Com certeza esta é uma das razões de se ver muito mais "idosas" (muitas vezes viúvas) do que "idosos". Mário Lago diz bem: "fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo. Nem ele me persegue, nem eu fujo dele. Um dia a gente se encontra".

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Manoel Jesus

Educador



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