Terça, 11 de dezembro de 2018, 21:01h


Publicidade

Tordilho
Sicredi

Este conteúdo precisa do Adobe Flash Player instalado.

Get Adobe Flash player


Newsletter

Jornal Tradição

Ano XVIII - Número 637 dezembro - 2018

Fechar X

Ano XVIII - Número 637

dezembro - 2018


Galerias

Publicidade

Especiais

Jornal Tradição

Caderno Agronegócio - Edição IV 2018/11

Receitas

Pêssego Trufado

Assine


Home Colunistas

Versão do Fato

2016-12-29 "Eu segurei a mão de Deus!"

 

Véspera de Natal. A família esteve reunida e iria sair para continuar a comemoração com amigos. Dona Nilza ficaria em casa. Do alto dos seus 90 anos, queria descansar. A filha a acompanhou até seu quarto, a ajudou na troca de roupa e a tomar a última medicação do dia. Na volta, antes de se recolher, a caçula passaria para dar uma espiada e apagar a luz do corredor.

Tudo aconteceu conforme o previsto. Mas... Algum tempo depois de deitar, começou a faltar o ar, uma dor intensa no peito e a impossibilidade de alcançar a campainha que ficava na cabeceira. A filha até passou no quarto, mas achou que a mãe estava dormindo e não quis incomodar.

Na manhã seguinte, não conseguindo resposta da idosa, o chamado para a emergência e a constatação: durante a noite tivera um AVC (derrame, como diriam os antigos). Um longo caminho percorrido até recuperar alguns movimentos e articular de forma inteligível a voz.

Depois de algum tempo - para a filha - acabou contando o que aconteceu. A família esperava detalhes dos sintomas do acidente vascular, mas a idosa narrou o que passou por seu pensamento diante do que sentiu ser a proximidade do fim. Primeiro, a sensação de solidão - a dor mais forte e profunda - quando pensou no quanto desejava desencarnar tendo ao lado alguém da família.

Rezou. Não tinha medo de morrer. Era Natal, a festa do Menino Deus, a festa da família, não queria deixar este Mundo envolta em tristeza. Teve conforto ao balbuciar a primeira oração que aprendeu: “Santo Anjo do Senhor...” O frio foi passando e suas mãos sentiram que, mesmo não se movendo, eram envolvidas por uma energia vinda do consolo da fé.

Não estava sozinha. Ainda não chegara a sua hora. Voltaram à sua mente versos que adorava cantar: “segura na mão de Deus...” Encontrou forças para esperar a manhã. Quando a acomodaram na ambulância, olhos fechados e um sorriso nos lábios (apenas um reflexo do AVC?). Murmurou: “filha, eu segurei a mão de Deus!”.

Era Natal. Tempo especial para contar com a presença daqueles que se ama. Também para cultivar a fé: a experiência de Deus, vivenciando a esperança. Não há sentido em ser Natal sem que se sinta o amor de Quem não nega o direito de se ter uma segunda chance. Possivelmente a chance que nem se espera mais, que vence medos e mostra os caminhos que levam à vida... Um abençoado Natal!

Comentários (0)





Fechar  X

"Eu segurei a mão de Deus!"




Enviado com sucesso!

Em breve, o Jornal Tradição
Regional entrará em
contato com vocé.

ok

Manoel Jesus

Educador



manoeljss@hotmail.com

Arquivo

Publicidade

Publicidade



Jornal Tradição Regional - O elo da notícia até você.

Av. Imperador Dom Pedro I, 1886, sala 1 - Bairro Fragata - CEP: 96030-350 - Pelotas/RS

E-mail: jornaltradicao@jornaltradicao.com.br / Telefone: (53) 3281 1514

© Todos os direitos reservados