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2017-07-10 Eu te amo...

Sábado à noite pede um filme na televisão: desopilar ouvindo algumas bobagens. “Minha Mãe é uma Peça”. Quando esperava apenas o de sempre, a surpresa: a “mãe”, representada pelo ator Paulo Gustavo, visita a tia, senil e no fim da vida. Senta-se ao lado da idosa, que esquecia de tudo que era dito, e pede: “a senhora pode esquecer tudo o que eu disser, só não esqueça que eu a amo”.

A revista Seleções apresentou a experiência do pai que viu o filho de 13 anos entrar em casa, correr para ele, abraçá-lo e murmurar: “te amo”. Desapareceu na mesma velocidade. Sem explicação do garoto procurou a escola. Um professor disse ser um experimento da reação de quem ouvia a expressão. Na primeira ocasião com o filho em casa tascou-lhe um abraço, um beijo e devolveu: “eu também te amo”.

O que deveria ser uma expressão carinhosa, carregada de sentidos, de verbo virou substantivo. Abastardamos o significado quando ao invés de ser a expressão profunda de relação entre pessoas passou a ser, apenas, sinônimo de “fazer sexo”. Que também pode ser feito por amor, mas é parte deste sentimento e não a sua plenitude.

Ficamos envergonhados de dizer três curtas palavras. Das minhas vivências, em alguns momentos de dor, fui capaz de dizer a poucas pessoas. No entanto, àqueles dos quais recebi as maiores provas de amor - meus pais, levei muito tempo para dizer “eu te amo”. Meu pai morreu sem ouvir. Minha mãe ouviu apenas num dos seus momentos mais difíceis com a saúde.

Se perguntasse às pessoas quando gostariam de ouvir esta declaração, com certeza, titubeariam antes de responder. Mas elencariam momentos de dificuldades, de provações, vivências de fragilidade ou desesperança. Possivelmente, alguém diga ser as últimas palavras que gostaria de ouvir antes de entrar para uma cirurgia ou se despedir da vida...

Somos comedidos em dizer algo tão simples pelo fato de achar que as pessoas já conhecem nossos sentimentos. No entanto, o passar do tempo - especialmente para quem envelhece - torna necessário não somente que se pense, mas diga em alto e bom som, com a retribuição de um olhar já trôpego, mas carregado de compreensão.

Há momentos que são como encruzilhadas na vida e dizer “eu te amo” dá uma força especial para enfrentar muitas das maiores dificuldades. No dia a dia, pode ser o empurrãozinho necessário e solidário, como a dizer - olhar sorridente para um olhar carente: "não tenhas medo. Não estás sozinho, estou contigo: “eu te amo...”.

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Manoel Jesus

Educador



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