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2017-12-01 O canto que lava o pranto do mundo

Manhã de sábado. Depois de muito tempo, visitar a Livraria do Monquelat, uma passadinha para dar uma olhada em leituras para as férias. Claro que uma figura como o próprio Monquelat não admite apenas uma visita, mas um bom papo, com direito a reflexões a respeito da vida, da política, da economia...

O Gustavo é meu cabeleireiro. Se ofereceu para cortar o cabelo da mãe, em casa, depois de contar que fazia o mesmo com outras idosas da rua. Mas, também, visita uma casa de idosos, para dar um trato e “repaginar” velhinhos e velhinhas. O mesmo com rapazes internados numa clínica para recuperação de dependentes químicos.

Tarde de domingo, passada de olhos pelo celular e lá está um vídeo do Roupa Nova e Roberto Carlos. Em tempos de preparação para o Natal, ouvir o dueto afirmar que “deixe que o canto lave o pranto do mundo” tem um quê de magia, aquecendo a alma e mostrando que o velho e bom espírito que alimenta o amor ainda existe.

Em comum? O Monquelat dizia que os jovens estão, cada vez mais, “indiferentes”, parecendo “programados para existir”, alienando-se daquilo que faz a diferença entre viver e vegetar: as experiências nossas e daqueles com os quais convivemos, que amadurecem o próprio sentido do estar aqui e agora. É o fazer história de cada um que nos diferencia.

O Gustavo é a prova concreta de que “solidariedade”, muito mais do que uma palavra, faz parte da capacidade de nos enternecer com a fragilidade dos outros. Diz que foi com a mãe cortando cabelo que a sua família foi criada. Aprendeu e, na próxima vez que for atender aos idosos, pretende formar uma dupla familiar.

Se nos tornarmos mecânicos, com a implantação de um chip que controle até mesmo nossas reações emocionais, vamos perder a essência da música do Roupa Nova: quantas vezes, uma bela canção, uma boa interpretação faz nossos olhos marejarem e nos tornamos mais leves exatamente porque o “canto lavou o pranto do mundo”?

É exatamente o que é “humano” em nós que dá direito a uma segunda chance. A palavra mágica se chama “amor”. Na construção da solidariedade, na sensibilização para as causas para as quais há muito mais omissões do que ações. Dá pra repetir como um mantra o refrão: “deixe que o canto lave o pranto do mundo. Para trazer perdão e dividir o pão... E fazer a terra, inteira, feliz... e amar!”.

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Manoel Jesus

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