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2018-04-13 Depressão: quando a alma dói

Na casa de Leonard Cohen, autor de “Hallelujah”, em Montreal (Canadá), há um espaço que o músico e escritor chamava de quarto da depressão. Festejado em seu país, nos Estados Unidos e no mundo, o cantor, de voz e canções tristes, isolava-se para enfrentar momentos difíceis, querendo estar afastado das pessoas e convencido de que seria um fracasso, sendo abandonado por seus fãs.

Muitos artistas, pelo seu testemunho, ajudam a entender e respeitar pessoas que se transtornam com a depressão.  Recentemente, testemunhei casos em que a medicação fazia a diferença: a menina que olhava chorosa, suplicando que o remédio fizesse efeito; a amiga que iniciou a radioterapia na esperança da cura; o religioso querendo desistir, mas não o faz porque ainda sente um resquício de energia no arrimo da fé.

Os livros e as teorias sobre depressão podem ser importantes, mas não se comparam ao aprendizado do dia a dia. O que já foi - e para alguns ainda é - considerado frescura, dobra-se diante da realidade. Um dos depoimentos que ouvi: “durante muito tempo queria estar só, mas éramos muitos em família, muitos em grupo, muitos no trabalho... A família se dispersou, o grupo religioso deixou de existir, chegou o tempo da aposentadoria. Mais do que estar só, passei a amargar a vida na solidão!”.

A medicação não é “o final feliz” e, o mais provável, é que ainda haja altos e baixos; a debilidade que vem com o tratamento da rádio é daqueles que amplificam medos ao ponto de coisas simples - ir ao banheiro à noite, por exemplo - são cercadas de cuidados e medos; a fé, componente fundamental para que não se desista de tudo, precisa de momentos em que se insista, persista, mesmo que se viva na própria carne um deserto espiritual.

No fundo, no fundo, é alguém que resvalou para a solidão. Diante da incapacidade de voltar sozinho, precisa de auxílio especializado. Impressiona como a medicação é capaz de ser uma arma poderosa. Mas depende de outros fatores que são bem mais difíceis de mensurar, em especial, o ambiente onde vai viver, as pessoas que vão acolher, a capacidade que deve desenvolver para vencer a si mesma.

Feito o diagnóstico, é tempo de espera. Depois de dez dias se percebe o efeito da medicação, mas não é o fim. Mais do que palavras e conselhos, é preciso silenciar, abraçar, acariciar, quando permitem. Se é verdade que a depressão é o momento em que a alma dói de verdade, vencê-la é o bálsamo que ressuscita um sorriso, dá sentido ao convívio, percebe-se em um simples olhar que se reencontrou um sentido para viver!

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Manoel Jesus

Educador

manoeljss@hotmail.com

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