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2018-06-08 Um tempo para contemplar as estrelas

O papa Francisco faz o discurso teológico que se espera de um pontífice. No entanto, os elementos mais importantes da sua homilia aparecem quando aborda outro tipo de pregação, que diz respeito ao cuidado com gente: fofoca, amizade, crianças, idosos, doentes, aborto, “mães solteiras”, homossexualidade… em suma: o lugar por excelência para a pessoa ser acolhida, amada e respeitada - a família - onde se pode exercer a misericórdia, esta palavra com sabor da presença de Deus. 

A família está em crise, assim como as duas instituições que com ela faziam o tripé necessário para o processo de educação: a religião e o ensino. Depois de iniciar o aprendizado em casa, a criança recebia os primeiros elementos de socialização acompanhando os pais em atos religiosos e, ao ir para a escola, havia base suficiente para que o professor pudesse cumprir com o seu papel: auxiliar na aquisição de conhecimento.

Em muitos casos, as crises com as quais nos deparamos acontecem, exatamente, por insuficiência de formação em um das três áreas. E não se dá apenas no acúmulo de conhecimento enciclopédico, mas todo o processo que capacita para que se forme um cidadão, abrangendo aspectos espirituais, físicos e psicológicos.

Em um momento de crise, ainda jovem, procurei por um religioso que me disse: “comecei a amadurecer espiritualmente ao distinguir o que é fé do que é religião”. Frisava: “há pessoas que passam toda a vida atrapalhadas”. Falando a respeito da confusão que se faz, hoje, sobre vivência religiosa, onde as pessoas já não querem responsabilidade, mas usufruir de benefícios, em uma espécie de buffet, pois, sem convicção, buscam servir-se do que lhes agrada e não exige compromisso.

Calei-me ao ouvir que também tivera sua crise espiritual e chegou ao fundo do poço abandonando pessoas que considerava mais queridas: “levei muito tempo para me dar conta de que não sou um ator - seria no máximo um ator canastrão. Apanhei muito para entender que, antes das teorias, deveria ter praticado a misericórdia, pois me preocupei tanto em ser um homem de religião, que esqueci de ser um homem de fé. Procurava um jeito de ver a luz, uma nesga que fosse das estrelas”. 

Amadurecer significou atitude diante da vida, reencontrar valores elementares na relação com as pessoas e - mesmo com os pés no chão - não perder a dimensão do Sagrado. Diante das mais diversas situações, por mais difícil que pareça o momento, é preciso um grande esforço para não soltar a mão de um familiar, um amigo, um conhecido. Enfim, ser misericordioso, para levantar a cabeça, única forma de, mesmo em meio às brumas - e quem sabe às lágrimas - se contemplar as estrelas!

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Manoel Jesus

Educador

manoeljss@hotmail.com

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