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2018-10-05 “Quer um macaquinho?”

A Maria de Lurdes está usando o WhatsApp. Passada dos seus 85 anos, aceitou o desafio de ter no seu celular não apenas um telefone comum, mas mensagens instantâneas, acessando textos, áudios e vídeos que conhecidas enviam. Ainda está se acostumando, mas já sabe que ganhou em qualidade de vida.

A Sulanita me convidou para conversar com as “meninas” do seu grupo de informática sobre o uso do celular como instrumento de comunicação, aprendizado e entretenimento. Utilizando-se destes recursos, o mundo que se abre quando este instrumento é capaz de propiciar o acesso a filmes, músicas, livros...

O Miguel (sobrinho neto - 3 anos) ficou em Pelotas algumas semanas. Depois de ouvir de alguém, cada vez que chegava aqui em casa ia direto para a mãe, deitada num sofá, acariciava seu rosto e dizia: “Café, bisa?” Voltando para Caxias, em conversas por teleconferência, seguidamente fica diante da idosa e repete a mesma frase!

Recentemente, a Daniele (mãe do Miguel) conversava conosco na área de circulação de sua casa, onde o menino corria de um lado para o outro (com a gente assistindo; “plateia”, como diz a mãe dele). Depois de tanto chamar a atenção, minha sobrinha olhou para a câmera e perguntou: “Vó, a senhora não quer um macaquinho?” Ele veio correndo, pegou a mão dela, voltou para ele e tascou: “Não quer um macaquinho?”

O que estas histórias têm em comum? O quanto os recursos oferecidos podem colaborar para que as pessoas não se sintam tão só. Idosos que moram sozinhos encontram na junção de telefonia com informática instrumento para manter os vínculos com pessoas que amam. Através de mensagens, reencontrando o que gostaram no passado ou, até, numa criança que acende o olhar de uma idosa ao repetir a palavra “bisa”, sempre sorrindo.

Há etapas a serem vencidas. Num primeiro momento: “não vou ser capaz”. Na segunda, o vício e o uso constante irritando a uns, mas dando alegria a outros. Por fim, o equilíbrio de saber que todos os recursos oferecidos ficam melhor quando a gente pode, em algum momento, desfrutar da presença das pessoas - em especial das crianças - dando ao vivo aquilo que elas têm de melhor: seu carinho e vitalidade!

A informática é meio - assim como vai ser utilizada nas eleições de domingo. No pleito, não há mudanças em curto prazo, mas pode despertar a atitude de cada um diante da vida pública. Em ambas, vale à máxima: tendo recursos e deixando de usar por covardia ou acomodação perde-se o direito de reclamar, com a sensação de que algo de bom poderia ter acontecido e a gente, simplesmente, deixou passar...  

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Manoel Jesus

Educador

manoeljss@hotmail.com

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