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Ano XIII - Número 642 janeiro - 2019

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2019-01-11 Cantadores de Reis

Retornávamos ao interior de Canguçu, nas férias, e fomos contemplados com “Ternos de Reis”. Na véspera, homens saiam em grupo, de casa em casa, levando sanfona e viola, fazendo a “cantoria” e conseguindo o compromisso de algum animal para consumo no dia seguinte. Éramos crianças e, com as mulheres, ficávamos em casa. Ao longo da noite, ouvíamos a tia dizendo: “estão na casa do fulano...” ou: “já chegaram a tal casa...” no dia seguinte, uma grande festa foi armada para receber aqueles que traziam a carne prometida e o suficiente para comemorar muitas festas dos Santos Reis.

Moradores de cidade do interior apresentaram esta festa de forma diferente: percorrem ruas e praças fazendo apresentações em público, mas também em casas agendadas. O que recolhem abastece o estoque de alimentos do hospital, com o compromisso dos visitados de fazer doações ao longo do ano. A ideia do diretor da entidade manteve a cozinha com o necessário para atravessar a crise que a saúde enfrenta no Estado.

A história dos Santos Reis - Melchior, Baltasar e Gaspar - aparece de passagem nos Evangelhos. Sequer seus nomes são citados na Bíblia usada pelos católicos. Traziam lembranças do Oriente. Como disse o papa Bento XVI: “davam testemunho da divindade que consideravam haver no menino, com o ouro se referindo à Sua realeza; o incenso, à Sua divindade; e a mirra, à Sua humanidade”.

O que ficou de sua busca foi exatamente isto: a sua busca. Trilharam longo caminho, regiões difíceis, por um desafio: ficar frente a frente com Aquele que mudaria os rumos da história. Caminhando deixavam sua zona de conforto, desacomodando-se e aceitando que podiam superar suas próprias expectativas.

Semana passada, um repórter apresentou matéria de canoagem. Precisava aprender a lidar com a canoa, mas também com a Natureza... passada uma semana, julgava-se pronta para encarar o percurso. Cheia de moral partiu... e, próxima do final, virou, em uma cena entre o trágico e o hilário... reconheceu: a soberba levou a que pensasse ter tudo dominado. Não era verdade, há sempre o que se aprender com a Natureza! 

Motivar a própria fé ao longo de um novo ano é percurso onde a soberba não pode ter lugar. Já não se ouve na distância cantadores de “Reis”, mas há pessoas próximas - idosos e doentes - precisando ouvir “música” que dê sentido às suas vidas. Uma delas se chama “presença”, em cuidados ou acompanhamento. Ato tão significativo quanto à estrela que aparece no caminho dos viajantes e aponta para a manjedoura confirmando que toda a estrada tem sentido quando, no final, se depara com a Esperança do Mundo!  

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Manoel Jesus

Educador



manoeljss@hotmail.com

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