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Caderno Especial 91ª Expofeira Pelotas 2017/10

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2017-04-17 A energia de viver a Páscoa

Minhas lembranças mais antigas sobre a Semana Santa são de minha infância. Em alguns casos, não são situações que vivi, mas as que minha família trouxe do interior de Canguçu. Ter contato com a Igreja Católica quando chegamos a Pelotas me abriu a perspectiva de outro olhar, especialmente dos rituais, comuns a muitas igrejas cristãs.

Na quinta-feira, os homens recolhiam os animais, que seriam liberados no sábado. E juntavam forragem utilizada para mantê-los em confinamento. As mulheres cobriam as imagens de santos, retratos da família e espelhos. Depois, preparavam o almoço de sexta, à base de peixe, com moqueca e pirão.

Sábado de Aleluia. Madrugada, éramos tirados da cama com brincadeiras. Escapamos do pior, pois os mais antigos contavam que os pais “tiravam o Aleluia” dos filhos com palmadas e vara de marmelo! Havia reunião com avós, tios e primos, para um churrasco quando começava a aparecer os primeiros raios de sol.

Este era o Dia de Páscoa. Ovos eram preparados em “segredo” por uma tia que morava com minha avó: amendoim caramelizado, envolto por casca de ovo pintada, em que se retirara uma das extremidades e, depois de preenchido, era selado por papel colorido e cola. Manjar dos deuses quando se ganhava um ovo de açúcar!

Os apelos da sociedade de consumo não chegaram ao grupo familiar. As necessidades eram de uma religiosidade simples em que se sentia a grandiosidade da morte, mas não se entendia (para eles nem era necessário) a Ressurreição.

Somente num centro maior passamos a conviver com os rituais das igrejas. Um mundo diferente, pois trocamos a solidariedade natural da família e de vizinhos por criar laços com um mundo que nos era estranho.

A população de periferia era de migrantes do interior. Cristãos, tendo na religião uma forma de manter a identidade. Os rituais mudaram, incluindo o Domingo de Ramos (ramo sobre a porta para proteger ou queimado para afastar tormentas); vigília toda a noite de quinta para sexta-feira, até a morte de Jesus; colher macela ao amanhecer de sexta; peixe no almoço do mesmo dia e churrasco no domingo.

Não sei qual é a sua história com a Semana Santa. Mas, nos próximos dias, se estiver perto de uma igreja, entre e sente. Ali há a energia de muitas “Páscoas” - vidas, sofrimentos, “ressurreições”. Ao seu jeito, faça a sua. Se lhe faltar palavras, silencie. Pode parecer loucura, mas a morte de Jesus foi também para que você encontrasse a vida. Nesta Páscoa, Deus está pedindo apenas uma chance para lhe alcançar a paz!  

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Manoel Jesus

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