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Caderno Especial Expofesta da Melancia de Pedro Osrio 2019/02

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08-02-2019

EXPOFESTA MELANCIA: Da melancia surgem mais de 23 tipos de doces e salgados feitos a oito mãos


Foto: JTR A Emater incentiva profissionais que produzem doces e salgados

A casa simples, localizada na avenida principal de Pedro Osório, meticulosamente limpa e arrumada, abriga a cozinha onde os doces à base de melancia são preparados para a 18ª Expofesta da Melancia. É a casa de Neli Lemos Guimarães, de 65 anos, uma das doceiras responsáveis por fazer pelo menos 23 variedades de quitutes que serão degustados pelos visitantes do evento. 


O gosto pelo preparo de doces começou ainda criança, quando aos 10 anos enfeitou o bolo de casamento de uma das irmãs, apenas olhando uma foto. Além de Neli, suas irmãs Maria Medeiros, Vera e Teresa Lemos, ajudam nos preparativos, que começam pelo menos três dias antes da festa, a fim de oferecer o doce ainda fresquinho aos consumidores. O marido de Neli, Élbio Guimarães Pereira, também está na linha de frente, auxiliando e supervisionando, além de ser um dos maiores incentivadores. 



Ela é a idealizadora de cada um dos itens que formam o cardápio, acrescentados ano após ano, seja através de pesquisa e experimentos ou resultado da mente inventiva da doceira. Também afirma que nunca fez qualquer curso, apenas exercitou a curiosidade. 


Apesar de tanta doçura, Neli carrega uma mágoa: a de ver doente a sua grande companheira e inspiração para os doces, a irmã Noeli, que por muitos anos a acompanhou na banquinha dos doces, seja na expofesta ou na feirinha da praça central da cidade. Ela, doceira da Emater, e a irmã Noeli, ligada à prefeitura. “A gente brilhava na praça com nossos doces”, conta. 


A irmã, a quem chama de mãos de fada, ficou doente, há pelo menos dois anos, e está internada em uma clínica. A tristeza, somada à morte do pai, fez Neli se afastar por um período da atividade, mas a paixão pelos doces e o incentivo dos colegas do escritório local da Emater, a convenceram a voltar. Esta edição é o segundo ano após o retorno, além das outras oito edições anteriores que participou.


No cardápio, escrito à mão numa folha de papel, Neli lista as variedades e tece comentários sobre cada um: cristalizado (casca), sorvete, licor, trufa, rosquete com calda da fruta, palitos de melancia, rosca banhada com calda de melancia, conserva com sal, delícia de melancia, brigadeiro, docinho zero açúcar, ninho, quindim, panelinha, rapaduras da parte branca e da vermelha, cocada da melancia ralada, doce em calda, entre outros. “Não é apenas vender os doces, tem que explicar como é feito”, afirma. Além disso, o sorriso não pode faltar. “É assim que recebo cada uma das pessoas que vêm até a minha banca comprar, com um sorriso e uma boa conversa”. Conforme ela, em alguns dias chega a ficar sem voz, de tanto explicar.


Entre os destaques, e que merecem uma explicação mais detalhada, está o doce Pedro Osório, “uma massinha decorada com fios dourados de melancia”, diz. Para este doce, ela não abre mão de fazer os fios, com a parte branca da fruta. Outro destaque é a cuca recheada com doce de melancia e o sacolé do suco, incrementado com chocolate branco. “Fica uma delícia”, ressalta. A novidade para este ano, de acordo com ela, é o docinho feito com a semente da fruta, uma espécie de brigadeiro coberto com chocolate.


Conforme o presidente do Conselho Municipal do Desenvolvimento (Comude), Lauri Centeno, o projeto original, e que já está em tratativas com o prefeito Moacir Otílio Alves, é oferecer um ponto fixo de venda, um quiosque, durante o ano às doceiras. “Temos que valorizar este potencial do nosso município, que segundo estudos da Embrapa, possui características de clima e solo que resultam em uma fruta mais adocicada”, comenta. Para ter a oferta da fruta - que é sazonal - o ano inteiro, está em estudos uma forma de conservar a polpa. Segundo ele, até o final da gestão, quer tornar realidade este projeto.


 

Redator: Tradio Regional



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