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18-05-2018

O reconhecimento das tradições doceiras de Pelotas e região como Patrimônio Imaterial do Brasil


Foto: Iphan/Dborah 88 Reunio do Conselho Consultivo do Patrimnio Cultural

*Com informações do Iphan


As tradições doceiras de Pelotas e Antiga Pelotas - formada pelos municípios de Arroio do Padre, Capão do Leão, Morro Redondo e Turuçu - foram reconhecidas, na última terça-feira (15), durante a 88ª Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. A decisão foi tomada, por unanimidade, pelo Conselho Consultivo que se reuniu na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em Brasília.



O reconhecimento valoriza bens de natureza imaterial em processo dinâmico de evolução, possibilitando a compreensão do passado e presente das manifestações em variadas formas. Com isso, a formação histórica que levou a tradição até os dias atuais deve ser mais preservada. 


O pedido de registro resultou do interesse da Câmara de Dirigentes Lojistas de Pelotas (CDL) e Secretaria de Cultura de Pelotas, juntamente com o curso de Antropologia da UFPel, além do pesquisador Daniel Vaz e Associaçao de Empreendedores do Roteiro Morro de Amores, de Morro Redondo. A ideia foi promover a produção de doces como uma referência cultural da região. 


As iguarias caracterizadas como doces finos e doces coloniais cumprem um papel fundamental na formação da sociedade regional, pois surgiram entrelaçadas ao desenvolvimento da sociedade local, com a diversidade de grupos étnicos e sociais que a compõem, tornando Pelotas a “terra do doce”. 


Conforme a prefeita de Pelotas, Paula Mascarenhas, o reconhecimento mostrou o poder que a integração possui. “Pelotas esperou muito por isso, mas certamente chegou até aqui porque conseguiu integrar o setor público com a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), em uma integração regional entre os municípios, com o setor privado (representado pela CDL) e isso nos trouxe até aqui”, afirmou. 


Segundo Angélica dos Santos - juntamente com o doutorando da UFPel, Daniel Vaz Lima e o prefeito de Morro Redondo, Diocélio Jaeckel - que representou os doceiros coloniais e a Associação de Empreendedores de Turismo Morro de Amores, ela foi apenas um instrumento de articulação para reunir o material e apresentar o que o município possui. “Não precisamos criar uma história, ela existe. Na verdade, sou pretensiosa em dizer que foi uma das mais fácies tarefas dos últimos anos: falar de pessoas que fazem e das instituições comprometidas com o desenvolvimento da região”.


Ela também acrescentou: “As parcerias estão acontecendo há algum tempo e estão mudando a história de Morro Redondo e região. Estamos sabendo trabalhar com as oportunidades oferecidas. Assim que devemos seguir: dando nosso conhecimento, boa vontade e o saber fazer. Digo isso, também, porque com este título, teremos muito trabalho, agora que precisamos desenvolver ainda mais esta tradição”.


O prefeito Diocélio Jaeckel mencionou a tradição na produção dos doces na região, principalmente no município. “Morro Redondo pertencia a Antiga Pelotas, fez 30 anos no dia 12 de maio e ganhamos esse presente. Estamos muito contentes. Quero agradecer a todos por esse momento histórico para nós, que é importante para o nosso desenvolvimento e para a região”.


A continuidade das tradições tem ocorrido, sobretudo, através das doceiras, além dos doceiros, que fomentam as trajetórias de suas famílias. Essa relação também ocorre no meio rural, entre os produtores de doces de frutas, que se encontram ligados à região colonial. 


O município de Morro Redondo tem buscado se desenvolver economicamente sem perder suas tradições e culturas, em sua maioria, oriundas dos colonizadores alemães e pomeranos, sendo a cidade do doce colonial. Para enaltecer os doces oriundos da colonização, além de divulgar os produtos coloniais, os artesanatos e a agricultura familiar local, o município fez, no ano passado, a 1ª Feira de Doces Coloniais. “Quando convidamos a presidente do Iphan para visitar a nossa cidade, em junho, na Festa, tive a oportunidade de dizer “vocês, hoje, passaram a mudar a história do pequeno município do Sul, valorizam quem faz, reconheceram um povo com muita cultura e saber escondido”, comentou Angélica. A segunda edição da Festa acontecerá nos dias 9 e 10 de junho.


Fenadoce


A Feira Nacional do Doce (Fenadoce), de Pelotas, iniciará no dia 30 de maio e será a primeira após o reconhecimento do Iphan. Segundo a assessoria de imprensa da Feira, o processo do Instituto durou mais de dez anos e eleva ainda mais o patamar dos doces pelotenses.


Temas importantes


No registro, estão temas como o reconhecimento do papel das mulheres doceiras na composição e na trajetória da sociedade; o reconhecimento da presença negra na tradição cultural frequentemente referida como branca e aristocrática; o reconhecimento da trajetória de imigrantes europeus e de seus descendentes como autores e perpetuadores da tradição doceira que, para o senso comum, se apresenta, equivocadamente, como urbana e de origem portuguesa. Essas tradições, nascidas da combinação do sal com o açúcar, se articularam na formação da sociedade local e se integram em processos mais amplos, relativos à constituição da fronteira meridional brasileira e à construção simbólica da nacionalidade, processos nos quais se fazem presentes temas como a escravidão, o acesso a terra, a imigração e outros.


 


Redator: Assessoria de Imprensa



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