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Ano XII - Número 609 maio - 2018

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Ano XII - Número 609

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09-02-2018

ESPECIAL: A tendência do glitter biodegradável para um Carnaval mais consciente


Foto: Divulgação/Viva Purpurina Amigas resolveram criar alternativa ao glitter tradicional, com produção caseira e livre de plásticos

Carnaval é tempo de festas, cores e muito brilho. Um dos adornos favoritos dos foliões - e também opção para festividades em geral -, o glitter, tem sido assunto de estudos e avaliações críticas nos últimos tempos. O motivo não é novidade, mas a disseminação das informações é mais atual e latente do que nunca. Acontece que o glitter é feito de microplásticos, nada amigável para o meio ambiente.


Segundo uma reportagem da Fortune, cientistas ambientais têm a intenção de bani-lo por conta do impacto na natureza, especialmente na vida aquática. Isso porque o tamanho dos microplásticos faz com que pareçam alimentos para peixes e outras espécies marinhas.



Pesquisadores estimaram que, em 2014, 5,25 trilhões de peças de plástico, pesando quase 270 mil toneladas, estavam à deriva em mares em todo o mundo. 92,4% desses resíduos flutuantes eram feitos de microplásticos. Realidade diretamente ligada à prática carnavalesca de tornar corpos cintilantes em blocos e festas, e, logo depois, remover glitters e purpurinas pelo ralo após um simples banho.


Tendo esses produtos um extenso período de tempo para decomposição - e o caráter de agentes de contaminação ao encontrar rios e mares -, uma adaptação de costumes pode ajudar a melhorar a vida na natureza. Em Porto Alegre, as amigas Elisa Ilha, bióloga, de 25 anos, Júlia Beduschi, bióloga, 25, e Ingrid Sant’Anna, estudante de arquitetura, 24, resolveram materializar uma ideia consciente através da marca Viva Purpurina Biodegradável. Desde janeiro deste ano elas passaram a trabalhar na produção artesanal de glitter sem componentes plásticos. “Sempre gostamos muito de Carnaval e utilizávamos muito as purpurinas convencionais. Quando soubemos do impacto delas no ambiente, decidimos não usar mais e fomos atrás de alternativas biodegradáveis”, conta Elisa.


Frente a diversas possibilidades, o trio deu início então aos testes caseiros. “Depois de um árduo trabalho, conseguimos produzir uma que gostamos e decidimos vender para amigos e em blocos. Quando criamos a página do Instagram, a procura foi maior do que esperávamos”, comenta.


A produção da Viva Purpurina acontece de forma artesanal, em casa. Feita de componentes alimentícios e pó mineral, a purpurina se degrada rapidamente no ambiente após ser utilizada. O uso pode ser tanto no rosto, quanto no corpo.


Para a logística de comercialização, os principais canais de encomenda são o Instagram, Facebook e WhatsApp. Após encomendar, a retirada é feita em uma das residências das idealizadoras. Além disso, a procura em outras cidades gaúchas e também fora do Estado aumentou consideravelmente. “Temos feito muitos envios para outros Estados e outras cidades do Rio Grande do Sul, via Correios e Sedex. E estamos começando a participar de eventos. Este último final de semana estivemos no Beach Market, em Atlântida, e pretendemos continuar participando de feiras em Porto Alegre”, explica a bióloga. Também vender as purpurinas nos blocos, em Porto Alegre, é sempre uma opção garantida. “Neste Carnaval, uma das sócias também estará vendendo nos blocos do Rio de Janeiro”, completa.


Para Elisa, a tendência de buscar alternativas que cooperam com o meio ambiente é o início de um longo caminho de consciência coletiva. “Nesse Carnaval, foi uma feliz surpresa para nós ver tanta gente informada, buscando as purpurinas biodegradáveis como uma opção para diminuir os impactos ambientais associados ao glitter convencional. Acreditamos que é uma tendência que se tenha cada vez mais consciência em nossas escolhas de consumo e meios de produção, mas ainda existe um largo caminho para se percorrer. É sempre necessário que a informação seja cada vez mais ampla e acessível para todos os públicos e idades, não direcionada a certos públicos ou níveis sociais. É parte disso investir em educação e apoiar ideias conscientes e sustentáveis, bem como produções artesanais e locais”, avalia.


Para contatar a Viva Purpurina e adquirir as purpurinas em suas cores vibrantes - com embalagens de 18 ml que custam R$ 10, por exemplo -, basta procurar a marca no Instagram e Facebook (@vivapurpurina) ou ainda entrar em contato pelo telefone (51) 99656-8658.


Ramo que só cresce


Outra iniciativa é da Pura Bioglitter, uma marca criada em 2017, no Rio de Janeiro, que produz glitter orgânico e biodegradável de forma artesanal e em casa. Feito à base de algas e minerais, o produto é apresentado em diversas versões no site, onde está disponível para compra: em pasta, formato tradicional e em cores de “pó de unicórnio” até tons clássicos. Os preços variam entre R$ 10 a R$ 32.


Com pontos de venda também em Recife, Belo Horizonte, Salvador e São Paulo, a loja aceita parcerias, encomendas em quantidade e eventos, através do email purabioglitter@gmail.com.


 


Redator: Tradição Regional



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